Mudanças Abruptas

Análise Semanal Ibovespa

04/12/2017 a 08/12/2017

 

ANÁLISE SEMANAL - Bovespa DIÁRIO ( dados de fechamento)

IMA crash - DIÁRIO= 0,75

IMA entrada - DIÁRIO= 0,00

 

O IMA-crash diário caiu um pouco mais nessa semana. Agora em torno de 0,75 pontos ainda mostra perigo de queda forte para os próximos meses. O cenário mundial está se complicando com o reconhecimento dos EUA a Jerusalém como capital de Israel.

Para investidor de pequeno porte com visão de longo período, não é o momento de comprar ações ou entrar em bolsa de valores. Os tais 80 mil pontos que "todos" do mercado previam para o final do ano, semana a semana cai por terra.

A boa notícia da semana foi mais um corte na taxa de juros básica, a Selic, agora sendo de 7% a.a.. Mas ainda é altíssima frente às outras taxas dos outros países. Sem contar as taxas bancárias que são coisa de quadrilha.

O agronecócio parou, é o que mostra a produção de setembro/2017 contra outubro/2016 no levantamento do IBGE. A soja tem queda de 0,1% na produção, o trigo tem queda de 1%, a laranja queda de 0,2%, a aveia com queda de 1,4% e por aí vai embora.

A área plantada do café arábica caiu 1,3%, do milho 0,1% e da laranja 0,4%. A área da soja plantada se manteve estável no período. No total, abrangendo todas as áreas do agronegócio, ocorreu uma queda de área plantada no Brasil de 0,1% no período de um ano.

Na comparação de safra anual, a produção de soja aumentou 19,4% em 12 meses, mas a produção de trigo caiu 24,6%. Menos trigo implicará em maior importação do produto para o ano que vem.

Ainda segundo o IBGE, a previsão para 2018 é de um rendimento bem menor dos produtos agrícolas em termos de kg / ha. Para a soja é esperado um rendimento 7,7% menor, para o milho 11,6% menor, para o arroz 4,6% menor e no algodão 7,3% menor.

Do lado das reformas, o cenário trágico está dia após dia aparecendo, mas todo mundo finge de que o governo está correto. Quando critiquei o teto do orçamento, ocorreram protestos de apoio a esse governo.

Agora, as notícias aparecem o tempo todo de, falta de insulina nos postos de saúde, falta de medicamentos básicos, falta de médicos, falta de soro, falta de gasolina para ambulâncias. Responsável? Não tem verba.

Nos órgãos federais, ligados diretamente ao governo federal é ainda pior. No INPE (Inst. Nac. Pesquisas Espaciais) há relatos de falta de papel nos banheiros, corte nas verbas para os programas, falta de verba na contratação de serviços de limpeza entre outros problemas.

Nas universidades federais os bandejões estão encerrando as atividades por falta de verba para compra de alimentos para os estudantes. No paraná, alunos fazem "vaquinha" para comprar produtos de laboratórios e os cursos terem aulas normais. Estão com cortes de verbas.

Verbas para as enchentes nas cidades não existem mais. Acabamos de ver outra tragédia com a chuva em MG e até hoje, 5 dias depois, ninguém do governo apareceu para ajudar a população que está abandonada e sem alimentos. E o governo Temer não enviou um centavo de ajuda ou moveu equipes para ir até a região alagada.

Motivo? Falta de verba.

A reforma trabalhista também já está causando a tragédia que alertei constantemente aqui. Primeiro foi um hospital em São Paulo que desejava demitir 400 funcionários para recontratar com salários menores, apenas um dia após a lei entrar em vigos..

A justiça impediu.

Ontem, quinta-feria, a Estácio de Sá, faculdade que tem posição na Bolsa de Valores, demitiu 1.200 professores. Sim, 1.200 professores!

Motivo?

A "grande" e "eficiente" faculadade privada queria recontratar os professores com salários menores. Isso porque os "senhores do mercado" acham que a iniciativa privada gerencia melhor do que a inciativa pública. Ah, claro, uma faculdade não precisa de professores.

E agora vem gente do mercado, apoiando uma reforma da previdência, onde justamente quem vai pagar mais é quem já está contribuindo há anos.

Ou alguém também acha que essa reforma da previdência vai corrigir a aposentadoria de Temer (R$ 45 mil), de Aloysio Nunes (R$ 55 mil), Padilha, Moreira Franco e todos os outros comparsas?

Sem dinheiro?

Como não tem dinheiro?

Nessa semana o governo perdoou díviidas de impostos do Bradesco e Itaú no valor de mais de 30 bilhões de reais. E ontem, quinta-feira, o governo, na surdina, novamente, perdoou diívidas do setor de petróleo (Shell entre outras) que ultrapassam 54 bilhões de reais.

Estimaitvas dos entrevistados do UOL/ Folha, é que essas dívidas acumuladas são desde 1997! E agora essas empresas estrangeiras não devem mais nada.

Essas empresas estavam pressionando Michel Temer e comparsas, ameaçando não assinarem contratos do pré-sal.

Ou seja, elas compraram o pré-sal, mas quem irá pagar somos nós, com a reforma da previdência, com os tais "pedágios" para todo mundo de carteira assinada.

Que reforma é essa, onde só quem é reformado é quem já contribuiu?

Do ponto de vista internacional, Donald Trump se cansou de ficar quieto e acendeu o pavio para explosão novamente. Num movimento brusco e rápido reconheceu Jerusalém como capital de Israel.

Protestos já começaram.

No Reino Unido Teresa May estava com a cabeça a prêmio por causa do Brexit, a saída do Reino da União Européia. Não dormiu a noite inteira entre quinta-feira e sexta-feira e conseguiu fechar um acordo. O Reino Unido pagará para a União Européia algo entre 40 e 45 bilhões de Euro como rompimento do acordo.

Além disso manterá o status dos europeus em solo britânico e a Europa manterá o mesmo para os britânicos. Uma segunda batalha recomeça daqui dois anos, quando termina a segunda-fase do rompimento. Por exemplo, eles terão que decidir sobre os impostos sobre as vendas, os negócios bilaterais, importações, exportações, etc.

Na Alemanha a chanceler Angela Merkel continua com dificuldades em obter a maioria no parlamento e as conversas continuam intensas.

Os investidores estrangeiros saíram novembro inteiro do Brasil, deixando o saldo no fluxo negativo na Bovespa. Isso pode ser visto no gráfico do monitor de estrangeiros.

 

 

ANÁLISE SEMANAL - Bovespa INTRADIÁRIO ( dados a cada 15 minutos)

A linha vermelha é a análise da Transformada Wavelet do Ibovespa para o nível de estresse e possível crash (quedas abruptas mas a nível de 15 minutos) e o gráfico em azul é a Transformada Wavelet para o nível de entrada no mercado

 

Na semana que passou escrevemos o seguinte no relatório do dia 01/12/2017 :"...Para a semana que vem, essa recuperação poderá continuar na segunda-feira, até terça-feira. Se Ibovespa aumentar muito rápido a ponto de reaparecer o IMA-crash, poderemos ter nova e forte queda de quarta-feira em diante...".

E isso aconteceu. Exatamente assim, como pode ser visto acima.

Quando começou a semana o Ibovespa abriu em 72.417 pontos e subiu rápido na segunda-feira, terminando o dia em 73.312. Com isso o IMA-crash intradiário do Ibovespa disparou para 0,5 ponto.

Na terça-feira o Ibovespa abriu em queda pequena e se recuperou rápido chegando ao seu máximo da semana, com 74.070 pontos. E o IMA-crash nesse dia chegou a 0,88 pontos. Acima de 0,8 pontos o IMA nos alerta de uma possível e forte virada para baixo.

E ela veio logo nos 15 minutos seguintes, começando o Ibovespa a voltar rápido, minuto a minuto. Ao final da terça-feira o Ibovespa estava em 73.251 pontos e continuou caindo na quarta-feira até 72.144 pontos.

Com essa queda o IMA-crash caiu junto, alertando de que a pressão nos preços estava diminuindo, terminando a quarta-feira com 0,27 pontos. E na quinta-feira o Ibovespa abriu ainda mais baixo, em 71.408 pontos e lentamente se recuperando depois que o IMA-entrada apareceu.

Quando o IMA-entrada parou de subir e o IMA-crash voltou a aumentar lentamente, o Ibovespa se recuperou rápido, ficando na sexta-feira ao redor dos 73.300 pontos com o IMA-crash em tendência de alta.

Para a semana que vem, o Ibovespa deve novamente abrir em alta e a gangorra deverá continuar. Como o IMA-crash está ao redor de 0,25 pontos, poderemos ter uma pequena correção. Mas se o Ibovespa subir forte na segunda-feira, na terça-feira a tarde teremos queda novamente forte.

Para as ações, novamente nessa semana, as ações do banco do Brasil (BBAS3) tiveram um alerta correto do IMA-crash (linha vermelha). Quando o IMA atingiu seu valor máximo (1 ponto) a ação valia R$ 32,30. Então a ação começou a cair e atingiu se valor mínimo de R$ 30,60 quando começou a subir.

A queda foi de 5,26%

 

BBAS3 x IMA-crash

 

A GGBR4 (linha preta) foi outra ação com excelente alerta do IMA-crash (linha vermelha). Quando o IMA chegou a 0,73 pontos a ação valia R$ 11,45. Então a ação começou a cair e chegou ao valor mínimo de R$ 10,86. A queda foi de 5,15%.

 

GGBR4 x IMA-crash

 

Tem mais alertas para semana que vem. Veja você mesmo!

 

Acompanhe nossos indicativos na parte de assinantes do CANAL IMA-ONLINE. e saiba antes do mercado tradicional o que vai acontecer com suas ações. Venha fazer parte de nosso grupo de assinantes e desfrute de conhecer antes, o comportamento do mercado, através das frequências do IMA.

 

 

FATOS RELEVANTES POSITIVOS

Magazine Luiza vai aumentar abertura de lojas em 2018.

Índice de commodities tem alta de 4,55% em novembro.

Exportação da China supera as expectativas.

Selic cai a 7% a.a.

FATOS RELEVANTES NEGATIVOS

Saída de dólares supera a entrada em novembro.

Minério de ferro registra forte queda.

PIB do agronegócio fecha em queda em 2017.

Estácio quer demitir 1.200 professores para recontratar com salários mais baixos.

Governou perdoa dívida do setor pretroleiro de empresas estrangeiras no valor de R$ 54 bilhões desde 1997.

EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel e muda embaixada.

PRÓXIMA SEMANA

IGP-M

IPC (Fipe)

Produção Agrícola

Produção Industrial na zona do Euro

Produção Industrial em novembro nos EUA.

dias observação

IBOV INTRADIÁRIO

2044

Eventos(sinais de alerta de crash)

126
Acertos 118 (93,6%)
Falsos Alarmes 08 (6,4%)
Queda média -2,95%
Queda máxima -11,96%
Queda mínima -0,08%
Valorização média nos falsos alertas +1,46%
Valorização máxima nos falsos alarmes +2,3%
Valorização mínima nos falsos alarmes +0,2%
Tempo médio até o mínimo valor após o sinal de alerta 2,77 dias
Tempo máximo até o mínimo valor após o sinal de alerta 10 dias
Tempo mínimo até o mínimo valor após o sinal de alerta 30 minutos