O otimismo e o pessimismo


  Nestes meses de Outubro e Novembro a temporada de relatórios trimestrais nas empresas foi marcada por notícias mescladas entre boas e más.
Entre as boas destacaram-se o crescimento do PIB americano, o crescimento da confiança do consumidor americano e de modo geral o Europeu, alguns dados tais como preço das casas nos EUA, aumento das vendas de autos nos EUA, crescimento do PIB Chinês, aumento pela procura das commodities entre outras. Mas será que foram tão boas essas notícias.

Se observarmos os dados sobre os bancos veremos que a preocupação não deve dar lugar para tanto otimismo. Na Inglaterra o Loyal Bank pediu mais 15 bilhões de dólares para honrar compromissos, a GM pensa em demissão de um número alto de funcionários, o CIT Bank americano entrou em concordata (deve-se salientar que esse banco tinha mais de 100 anos e passou pela crise de 1929), o percentual de desempregados nos EUA passa de 10%, os juros americanos estão próximos a zero e mesmo assim não consegue empurrar as vendas no varejo e por fim, o déficit americano é o maior da história com o preço do dólar não parando de desabar mundo afora.

Então esse negócio de otimismo e pessimismo de mercado deve dar lugar a sobriedade e seriedade. Dados estão passando por maqueagem por alguns analistas, tentando ressaltar apenas os dados bons e comentando com timidez os dados que são ruins. A situação atual é de cautela, de análises realistas deixando de lado a torcida pela situação desejada.


 

Quarta-feira, 18 de Novembro, 2009