Otimização sem restrições
Um problema de otimização não linear tem as mesmas considerações feitas para otimização de sistemas lineares. É necessária uma função objetivo ou função custo que será minimizada seguindo-se condições necessárias e suficientes. No caso sem restrições considerar, por exemplo, que a função a ser maximizada é:
Max ![]()

As condições necessárias para a investigação dos extremos serão:
Þ 
A resolução
Da segunda equação tem-se que y=2/x e substituindo na primeira, temos:
![]()
Chamando
na equação anterior,
![]()
O que nos leva aos dois valores de p:
p’ = 4
p’’= 1
Substituindo de volta na equação de x,
o que nos leva aos valores ![]()
ou
o que nos leva aos valores ![]()
Então para cada valor de x é possível encontrar um valor de y, ou seja,
Para x = 2 tem-se y = 1
Para x = -2 tem-se y = -1
Para x = 1 tem-se y = 2
Para x = -1 tem-se y = -2
Assim os extremos da função serão os pares: (2,1), (-2,-1), (1,2) e (-1,-2). Quais desses extremos nos leva ao valor máximo da função? Para isso é necessário fazer uso da condição suficiente da otimização.
A Condição Suficiente para Extremos da Função
A condição suficiente para encontrar quais desses pontos são ótimos é:

Ou seja a expressão delta acima deve ser avaliada nos pontos candidatos à ótimo.
No caso do exemplo em questão temos que analisar todas as condições:
(1) Para (a,b)=(2,1)

O que nos leva ao valor de delta ![]()
Assim o ponto (2,1) é mínimo local.
(2) Para (a,b)=(-2,-1)

O que nos leva ao valor de delta ![]()
Assim o ponto (-2,-1) é máximo local.
(3) Para (a,b)=(1,2) o valor de delta é negativo e não é um extremo.
(4) Para (a,b)=(-1,-2) o valor de delta também é negativo e ele também não é um extremo da função.
Concluindo, o valor máximo local da função f(x,y) está em (-2,-1).

Otimização Não Linear
Otimização com restrições |