Risco de Imagem: Aplicações da Teoria do Caos no Gerenciamento do Risco Corporativo

 

 Explicações sobre os acontecimentos são sempre posteriores aos atos geradores, independentemente de seu impacto, e a teoria do caos surge como plano de fundo de alterações dos ciclos naturais, lineares, que estão a nossa volta. A imagem de uma corporação esta suscetível a essas mudanças e impactos “fora da curva”. Deseja-se nesse artigo exemplificar como a Teoria do Caos esta extremamente relacionada a essas ocorrências, impactando financeiramente a instituição, bem como, todo o conglomerado econômico.

A maior preocupação de um acionista é o retorno. Para atingi-lo, existem uma série de variáveis lineares que devem ser consideradas e atingidas. A variável que direciona todas as outras para seu objetivo é o risco daquela etapa. Para gerar valor a um acionista, o risco precisa ser bem gerido, criando uma arquitetura informacional que monitore a exposição da empresa a este risco, uma vez que essa situação é inerente a qualquer negócio. Vale ressaltar que quando dizemos que um negócio possui um risco inerente, significa que pela competição de mercado, todos os negócios estão sujeito a um maior “apetite de risco”.

O risco é uma função definida pela diferença entre o risco real e o risco esperado (Risco = Rr ≠Re). As fontes de tais riscos derivam de dois grandes grupos de risco: Risco Corporativo e Risco Financeiro.

Para tratativa dos riscos, existem diversas metodologias nacionais e internacionais (como Ifac, COSO, COBiT, Basiléia I e II, Bacen 2.554, IBGC, ISO 31000 e ISO Guide 73), que visam gerenciar o risco dentro das organizações para fortificar as tomadas de decisão, reduzir a possibilidade de não se atingir os resultados estratégicos definidos e prover lucros incessantes, estando constantemente em um forte ambiente de governança corporativa.


Em meados do século XIX, economistas já tinham a preocupação com variações dos comportamentos das variáveis dos modelos, o que hoje é muito estudada pela Macroeconomia (sobretudo com Philip Mirowski) e pelas instituições financeiras. Da mesma forma que ocorre com a variável “k” do investimento Keynesiano, pequenas flutuações internas aos sistemas caóticos podem auto-amplificar-se ao longo do tempo, não necessitando de fatores externos
(guerras ou desastres naturais) para explicar mudanças de grande magnitude (no âmbito financeiro e político, fatos como grandes depressões).


A regra é a não-linearidade, mas nos dedicamos a estudar sistemas lineares, pois o entendimento é mais fácil e possuem modelos mais bem definidos para explicá-los. Isso tudo nos remete a um parâmetro que precisa ser bem definido antes que explorar o risco de imagem: A Teoria do Caos.


O Caos pode ser identificado por técnicas recentes de análise, como métodos de Kolgomorov-Sinai ou entropia K de Lyapunov.

Dividindo o intervalo fechado [0,1] onde x é igual n,  pode ocorrer com a probabilidade de 1/n. Ciente dessa situação, o intervalo de  pode-se obter com a seguinte informação:

Para detecção de Caos nessas frações, o coeficiente de Lyapunov tem de seguir a seguinte regra:

Ao vermos e estudarmos a importância de um ambiente bem controlado, com os riscos corporativos bem administrados, na medida do possível, mitigados, defrontamo-nos com a situação caótica que mostra a dificuldade de conseguir monitorar todas as possíveis variações na imagem de uma empresa. Por mais que possamos construir um modelo matemático, semelhante ao VaR da Riskmetrics, a imagem de uma empresa pode sofrer impactos altamente relevantes frente à estrutura de uma empresa.


È possível, a partir desse trabalho, evoluir para demonstrações matemáticas de variáveis caóticas, estudos de gama e possibilidades conhecidas de variáveis que afetem imagem de empresas, criações de grupos específicos de trabalhos sobre risco de imagem nas empresas bem como aproximar ainda mais métodos quantitativos de variáveis complexas e caóticas.

 

email: kalinouski@uol.com.br

 

Artigo

Risco de Imagem: Aplicações da Teoria do Caos no Gerenciamento do

Risco Corporativo

 

Diego Kalinouski Pedroso

(Analista de Gestão de Riscos)

 

Lojas Marisa


 

 

 

 

21-Junho-2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem 2: Conjunto de Mandelbrot (fonte: Mercados Financeiros Fora de Controle, Mandelbrot B., 2004)