Sexta-feira, 22 de Setembro, 2017

 

O Próximo Míssil Norte-Coreano

O clima anti-diplomático esquentou nessa semana na ONU. Já de início se viu um presidente do Brasil pequeno, medíocre, falando inverdades tanto da área ambiental quanto da área econômica. E depois veio o país anfitrião, com outro presidente pequeno, um homem dito "do mercado", um fanfarrão que tem o botão na mão para destruir a Terra duas mil vezes.

Durante a guerra fria era comum vermos estatísticas todos os meses sobre o poder de destruição da OTAN e da Cortina de Ferro. Dizia-se sempre que os EUA tinha o poder para destruir 100 mil vezes o planeta, ou que a URSS tinha o poder para destruir 200 mil vezes a Terra.

Foi então que o grande cientista e pacifista Carl Sagan certa vez pronunciou: "... mas é bom lembrar que a Terra só se destrói uma vez...".

Essa é uma guerra que não vai existir, mas que pode ter consequências trágicas para os países colados à Coréia do Norte. E o país mais vulnerável é o Japão. Já escrevemos aqui, que nem Kim Jon Un quer guerra com Trump, nem o contrário. Um admira o outro e são apenas palavras de retórica (ver "Não se preocupe com a Coréia, é negócio! ")..

Mas o grande risco é um dos mísseis atingir qualquer parte do Japão. Aí a história muda de figura e todo o passado que não está enterrado desde a guerra da Machuria voltará a todo vapor. O que Kim Jon Un deseja é dinheiro para suas farras, seu ego de ditador mirim e mal-criado.

O país não tem dinheiro para o povo, mas tudo o que a China deu e manteve, se transformou em arma. Um país minúsculo que, se propor uma guerra contra o Brasil, simplesmente nos destrói em algumas horas. Como podem chegar nisso? Se um país que somente planta arroz, algumas frutas e não tem produção de mentes brilhantes em massa, se esse país tem armas nucleares e mísseis, é porque alguém doou.

E como a Coréia do Norte paga para ter essas armas? Ela paga com palavras, pentelhando os EUA, enchendo a paciência dos japoneses, coisa que os chineses não podem fazer pois são inimigos mortais do Japão. Então as palavras do moleque coreano são o pagamento pelas armas.

Essa imagem ao lado é emblemática. Centenas de tanques em exercício de tiro numa praia da Coréia do Norte.

É impressionante o poderio militar em apenas uma praia e com apenas uma parcela do exército.

Se juntarmos todos os tanques de guerra do Brasil não chegará a 1/3 dessa imagem, e mesmo assim os nossos tanques tem menor capacidade de destruição.

Como um país do tamanho de dois estados médios brasileiros conseguiu chegar a esse nível de militarismo?

Foi uma construção longa e atípica aos olhos do mundo, desde o avô do moleque gordinho.

Na imagem seguinte vemos os mesmos tanques de guerra em pleno exercício de tiros. Não sabemos se são tiros reais pois as imagens são "oficiais" e aí ninguém tem dúvida da manipulação.

O poderio da força aérea também é um exagero, para um país que tem que comprar todo seu combustível.

Claro que nesse ponto a Russia entra em cena praticamente doando petróleo para as brincadeiras coreanas.

E ainda mais surpreendente é o resultado desse exercício. Na imagem ao lado (abaixo) é possível ver que nesse exercício eles destroem uma colina inteira.

Até onde vai essa brincadeira de mau gosto, instalando um processo delicado no mundo atual?

Kim Jon Un não parará. E depois do discurso infantil de Trump, as duas crianças vão querer mostrar quem tem mais força.

E o norte-coreano vai lançar outro míssil mais poderoso e deverá ser na direção do Japão.

Ele está ameaçando fazer uma detonação de bomba atômica no oceano pacífico. Se for próximo do Japão, poderemos ver um pequeno tsunami na costa japonesa.

Resolvemos fazer um exercício estatístico para verificar qual a estratégia de lançamentos de Kim Jon.

Tomamos todas as datas de lançamentos de mísseis e contamos o intervalo de dias entre um lançamento e outro nesse ano de 2017.

 

 

Depois ajustamos uma distribuição de probabilidade para esse intervalo entre lançamentos. Utilizamos uma distribuição para modelar esse intervalo, cujo nome é conhecido como Gamma.

Abaixo vemos uma tabela resumo do intervalo entre os lançamentos.

É possível notar que o intervalo entre 8 a 12 dias ocorreu cinco vezes nesse ano de 2017. O segundo maior intervalo foi entre 13 a 17 dias entre os lançamentos.

Ajustamos ao lado a distribuição Gamma (em cor azul) com a distribuição real desses lançamentos (em cor amarelo).

Não temos uma perfeição completa para o modelo e os dados reais, pois o volume de pontos é muito escasso (ainda bem, pois se trata de vôo de um míssil).

Foram 13 lançamentos nesse ano de 2017 e o ponto central das duas curvas são bem coincidentes.

No segundo gráfico ao lado, resolvemos acumular as probabilidades da distribuição Gamma. Ou seja, uma distribuição acumulada se faz somando as áreas embaixo da curva azul, para diversos intervalos, até o máximo de 1 (que é 100¨% da área).

No primeiro gráfico vemos uma boa coincidência entre o modelo de probabilidade e os dados reais na parte central das duas curvas. Basicamente eles se concentram entre 8 e 18 dias de intervalo de lançamentos.

Assim, fica bastante fácil calcular a probabildade do próximo lançamento de míssil pela Coréia do Norte. A área à esquerda de 8 dias é de 18,5% e a área à esquerda de 18 dias é de 80,8%. A área entre os dois dias é a probabilidade do lançamento no período. Logo, a probabilidade do lançamento estar entre o intervalo de 8 dias a 18 dias do último lançamento realizado é de 62%.

O último lançamento de Kim Jon foi no dia 15 de setembro desse ano. Então podemos afirmar que existe uma probabilidade de 62% para que a Coréia faça um lançamento entre 23 de setembro (sábado) a 3 de outubro (terça-feira). Não é uma probabilidade tão desprezível assim.

Temos três datas selecionadas que estão nesse intervalo. Quando observamos os lançamentos, verificamos que a Coréia nunca repete o dia da semana em seus lançamentos e curiosamente segue o padrão semanal de dias corridos. Se um lançamento foi na segunda, nesse ano, nunca o lançamento seguinte foi numa outra segunda-feira.

O dias da semana que mais se repetiram foram terça-feira, sexta-feira e sábado. O último lançamento foi numa sexta-feira, o que nos faz imaginar que o próximo poderá ser num sábado ou numa segunda-feira. Observando o primeiro gráfico de histogramas acima, vemos que o dia exato com mais probabilidades é o de intervalo de 10 dias. Isso nos leva para o dia 25 de setembro, ou seja, uma segunda-feira.

Logo, os dias que podem nos chamar a atenção para possíveis lançamentos da Coréia do Norte com probabilidade de 62% são:

23/Setembro (sábado)

25/Setembro (segunda-feira)

30/Setembro (sábado)

2/Outubro (segunda-feira)

Por que isso é importante? Porque o próximo lançamento irá na direção do Japão, no meio do pacífico. Talvez Kim Jon não coloque nenhuma bomba atômica como ele disse, mas na mente de um louco, tudo é possível. Imaginem na mente de dois loucos....

 

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