Sexta-feira, 13 de Maio, 2016

 

O reino de Há

Existe na distante Órion uma mitologia sobre um deus chamado . era o deus do mal, que só pensava nele e em crescer fazendo maldades para os demais. De tantos males executados, os outros deuses expulsaram o deus de Órion, obrigando-o a permanecer distante, longe, muitos anos luz longe dos deuses.

nebulosa de Órion

então se instalou na via láctea e viu uma civilização incipiente, conhecida por humanos, que estava isolada e despreparada para o mal. achou ideal e perfeita a ideia de se instalar nessa civilização e fazer prosperar sua doutrina. Mas o que ele não sabia, era da maldição que outros deuses lhe impuseram. Se fizesse sexo com algum tipo de outra civilização, estaria fadado a não ser mais deus e permanecer até sua morte no lugar do acasalamento. E obviamente, deixaria de ser deus, para ser um simples mortal.

Na via láctea, se encantou com os humanos, eles eram perfeitos, inocentes e tinham um lado feminino bastante atraente. Foi então que desceu dos céus para instalar e crescer seu reino entre os humanos. se encantou com uma bela humana, conhecida como Linda e a seduziu até conseguir acasalar com ela.

deus Há, o deus da maldade

A família de Linda era simples e seus pais foram contrários ao fato de sua filha se envolver com um deus, um ser desconhecido e ameaçador. Então começou a envolver a família de Linda numa série de incontáveis crimes que os pais de Linda não haviam cometido. A população local se revoltou com a família de Linda, com as notícias inventadas por se espalhando numa colossal velocidade. A população acabou assassinando de forma brutal o pai e a mãe da jovem humana.

Linda estava tão envolvida na história que acreditou fielmente que seus pais eram maus e assassinos. E encantada com , Linda teve um relacionamento mais concreto vindo a conceber um filho de . O nome do filho foi Canal, um menino forte como o pai, esperto e astuto. passou a chamar o filho pelo nome seguido sempre de seu sobrenome, Canal Há.

Desde pequeno Canal Há foi educado por seu pai, que percebeu uma velhice se aproximar e entendeu que o castigo dos deuses de Órion estava agindo sobre seu corpo. De forma a se perpetuar entre os humanos, acelerou todos os ensinamentos de maldade para o filho Canal Há.

Um dos ensinamentos de era para o menino sempre parecer bom, sempre ser educado, ser assíduo, limpo e respeitoso. Isso não atrairia a ira dos humanos e ele poderia na surdina agir de forma silenciosa e certeira.  Outro ensinamento era que a maldade não tem tempo, ela deve se desenvolver ao seu tempo, com o poder total sendo apenas uma questão decorrente de outras maldades, apenas o objetivo final.

Outro ensinamento de foi para que o menino nunca confiasse em ninguém, mas sempre fosse amigos de todos, ou pelo menos, que parecesse amigo de todos. Ele deveria ficar fora dos holofotes, instigar o ódio, mas ele próprio parecer sempre muito bom.

Ele nunca deveria ser protagonista, mas ajudar outros a subir ao poder e quando os mesmos não lhe servissem mais aos seus propósitos, destituí-los através de intrigas dos próprios companheiros.

Foi então que contou ao filho a história que ele inventou para destruir seus avós. A essa altura o menino estava tão dominado de ódio que se encantou com a estratégia do pai.

E Canal Há caiu nas graças dos humanos, se desenvolveu e jurou fidelidade aos ideais de seu pai. Ele nunca apresentava ódio, pelo contrário, Canal Há estava sempre sereno, sorrindo, acalmando as pessoas mais violentas e proliferando a ideia entre os humanos que ele era bom, excelente pessoa que articulava bem as palavras e os atos.

O pai , que já não era mais deus, morreu, como um humano normal, apodrecendo a sete palmos do chão. A esposa Linda não viveu muito para ver o filho crescer.

E então Canal Há cumpriu fielmente os ensinamentos do pai. Nunca foi o protagonista de direito na comunidade em que vivia, mas sempre foi o protagonista de fato.

Linda - a esposa humana de Há

Canal Há, o filho de Há

Os líderes da tribo de humanos nunca conseguiam poderes sem a aprovação pelos pares amigos de Canal Há. Canal Há nunca assumia uma posição como sua, mas como um consenso na comunidade tribal.

Quando o líder escolhido não cumpria os atos pré-designados pela comunidade tribal, orientados por Canal Há, retiravam esse líder e o enforcavam no centro da tribo.

Canal Há era sempre considerado justo, sempre acolhedor, e nunca ninguém perguntava porque Canal Há não se tornava líder? Ele era uma espécie de consultor de ideias, de progressos, mas não para o desenvolvimento dos humanos.

Ele era consultor dos seguidores de , espalhando a maldade, a desconfiança, a corrupção, a intriga e a opressão. Ele sempre tornava a mentira como a verdade absoluta.

Seu poder não vinha dele próprio aparecer, mas de sua influência, de sua mente e propósito malignos herdados de.

Foi então que Canal Há percebeu que estava envelhecendo, seus ensinamentos e de seu pai estavam prosperando e a comunidade estava quase toda ela envolvida em crimes, corrupção, injustiças, uma sopa completa e boa para ele se perpetuar de vez no poder e virar lenda entre os humanos.

E então, Canal Há decidiu assumir o poder, para no leito de sua morte ser aclamado como deus perfeito, assim como seu pai, um deus, o deus onipresente entre os “Canal Há’ s”. Os seguidores de Canal Há se autodenominaram, em seu leito de morte como “Canalhas”, ou seja, seguidores e profetas das ideias do semi-deus Canal Há.

E juraram, que fariam de tudo e usariam todas as armas para que a humanidade cada dia, cada hora, em todos os tempos, sempre vivessem com os ideais de Canal Há, se proliferando em nome do poder e da memória do deus poderoso de Órion conhecido como .

E assim foi.

E assim é, para todo o sempre.

Os canalhas se proliferaram e estão vencendo os ideais de honestidade, compaixão, lealdade, bondade, fraternidade e igualdade. Essas são ideias arcaicas e ultrapassadas na visão dos canalhas modernos, onde pessoas que as tentam divulga-las são perseguidas e hostilizadas em seus ambientes de trabalho, escolas, organizações e governo. O reino de está vencendo.....

É hora de fazermos algo!

 

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